A vida de Manoel de Oliveira é sinônimo de produtividade e criatividade ao extremo, entre o primeiro filme dirigido por Manoel de Oliveira (Douro, Faina Fluvial, de 1931) e o último (O Velho do Restelo, a curta-metragem estreada no final de 2014) passaram se 83 anos.
Manoel de Oliveira dizia muitas vezes, comentando a sua longevidade, que não havia “mérito nenhum em fazer anos”, era simples acaso do destino.
O que se percebe de mérito em sua longa trajetória é a maneira como ele preencheu essa longevidade, não se tornando um velho ocioso.
Não havia trava para a sua criatividade, nem para a sua energia, e até ao último minuto os seus filmes revelavam invenção, risco, intenção, sentido de propósito – ou em suma, vontade, vontade de filmar, vontade de cinema.


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