A ótica de quem criminaliza a própria história do Brasil

Resultado de imagem para Wagner Moura o filme Marighella!
O ator Wagner Moura já foi ovacionado e elevado a condição de ídolo de um país inteiro por conta do personagem Capitão Nascimento. Exatos 11 anos depois, Wagner é execrado por parte deste mesmo país por dirigir o filme Marighella!
Em 2008 ao vencer o Festival de Berlim com Tropa de Elite, ele se tornou uma referência, um herói nacional sem capa, numa atuação irretocável como Capitão do BOPE ele fez muita gente acreditar que nem tudo estava perdido no Brasil.
Agora em 2019, o diretor Wagner Moura tem que desmentir fake news a todo instante sobre seu filme, como por exemplo que teria utilizado a Lei Rouanet para produzir Marighella. O diretor anda tendo mais trabalho do que nos tempos de Capitão Nascimento e como estamos vivendo dias estranhos em que é preciso dizer o óbvio, Marighella é apenas um filme, assim como foi o já esquecido Polícia Federal ou o Quinto Poder que retratou o WikiLeaks no cinema.
Quem foi e o que fez de certo ou errado Carlos Marighella está registrado nos anais da história, tá lá que ele foi um político que se tornou guerrilheiro e escritor. Tornou-se um dos principais organizadores da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Acredite, a ditadura já foi combatida até por quem a defende nos dias atuais. Marighella chegou a ser considerado o inimigo "número um" do regime nos anos 1960.
Não existe mais tolerância, não tem mais licença poética, tudo agora é política ou se resume a direita ou esquerda. É como se o passado do Brasil nunca tivesse existido, ou não pudesse mais ser contado... É a criminalização da nossa própria história.

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