A mágoa de Ciro Gomes custa caro à esquerda e a ele mesmo

Na última quinta-feira, 7, o ex-presidenciável Ciro Gomes se envolveu em mais uma polêmica por suas falas. Na Bahia, em participação na 11ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), ele extrapolou, mais uma vez. Não é novidade que Ciro costuma protagonizar discursos mais efusivos e, inclusive, agressivos. O seu temperamento é uma bomba-relógio prestes a estourar e, além de prejudicá-lo, prejudica a esquerda, como contextualizarei a seguir.
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Ciro sempre teve ideias que parecem (e são) boas. Dos candidatos possíveis, na última eleição, despontava como o mais preparado, principalmente pelos bons resultados alcançados durante seu mandato como governador do Ceará, onde a sua família domina a política há anos — com influências sobre a gestão do estado até hoje. No entanto, Ciro sempre foi o seu maior inimigo, ao mesmo tempo que parece preparado e sensato, algumas críticas e discursos lhe transformam em destemperado e oportunista. Vale lembrar que suas críticas ao presidente Lula ficaram mais ácidas conforme foi vendo que o PT não lhe daria o apoio na corrida presidencial. O amor acabou de vez quando o partido do ex-presidente Lula se movimentou para isolar o pedetista. Naquele momento, Ciro declarou guerra ao PT e a Lula.

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