Situação vexatória produzida pelo governo que não dispõe de filtro quando o assunto é comunicação

     Um texto opinativo publicado pela Deutsche Welle provocou um barraco no Twitter entre o Presidente da República Federativa do Brasil e o candidato derrotado nas últimas eleições. Mostrando um destempero incomum, o presidente Jair Bolsonaro atacou Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), chamando-o de "marmita” e "fantoche de presidiário corrupto”. 
     A confusão se deu porque Jair Bolsonaro teria entendido que a afirmação contida no artigo "Brasil, um país do passado", da coluna Cartas do Rio, do jornalista alemão residente no Brasil Philipp Lichterbeck, seria do ex-prefeito de São Paulo. O trecho replicado no Twitter seria "No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento”.
     Mesmo estando entre aspas, citando a autoria e incluindo o link da publicação, Haddad foi duramente atacado por Bolsonaro que parece ter ignorado a fonte original. Demonstrando total descontrole e parecendo não entender o que estava escrito, o Presidente chamou o adversário derrotado nas eleições de "marmita” e "fantoche de presidiário corrupto”, atribuindo ao petista a opinião contida em trecho do texto que na verdade foi escrito por um jornalista alemão. 
     Fernando Haddad por sua vez retrucou as palavras de Bolsonaro com ironia: "Coisa de estadista!". Em cinco dias de Governo Jair Bolsonaro, o Presidente e seus auxiliares se meteram em confusões que mostram a deficiência na comunicação oficial, não há filtro e nem quem analise os temas antes de responder ou se deveriam responder. O imediatismo das redes sociais, tão apreciado pelo clã Bolsonaro, já provocou alguns desencontros e ainda pode trazer outros problemas no futuro.

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