Ministro da Educação altera currículo acadêmico após contestações

A situação é constrangedora e vexatória para o Brasil, depois de ser desmentido por Reitor de Universidade sobre Doutorado, o novo ministro da Educação entrou numa espiral acusações de falsidade, o que representava uma esperança de recuperação para pasta, passou a ser vista como algo muito preocupante. Como confiar em alguém que mente sobre o próprio currículo?

O ministério da Educação é um dos mais importantes do governo, em um ano e meio vai ter o seu terceiro ministro no comando, depois da insensatez de Vélez e as loucuras ideológicas de Weintraub, parecia que a ala influenciada por Olavo de Carvalho tinha perdido força na gestão...
Mas as mentiras de Carlos Alberto Decotelli podem trazer mais problemas do que soluções a Educação brasileira, afinal de contas como acreditar em algo proposto pelo novo ministro sem imaginar que ele só esta querendo auferir vantagens pessoais em uma pasta de tamanha envergadura e influência na vida dos brasileiros.
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Evelin Azevedo escreveu brilhantemente a matéria abaixo na revista Época:

Depois de ter seu título de doutor contestado pelo reitor Universidade Nacional de Rosario (Argentina), Franco Bartolacci, o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, agora é acusado de plágio em sua dissertação de mestrado.

Seu trabalho sobre o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) foi acusado de ter trechos inteiros copiados de um relatório feito em 2007 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão estatal que faz o papel de xerife do mercado de capitais, sem qualquer tipo de citação ou referência bibliográfica à CVM.

Na noite desta sexta-feira, Decotelli alterou seu currículo após o reitor da Universidade Nacional de Rosario (Argentina), Franco Bartolacci, revelar que o ministro não obteve título de doutor. O ministro teve a tese  reprovada.

Em seu currículo disponível da plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Decotelli apresenta o título de "Mestrado profissional em Administração" obtido na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2008, com a dissertação "Banrisul: do Proes ao IPO Com Governança Corporativa".

No Lattes, Luis César Gonçalves aparece como seu orientador. Já do currículo de Gonçalves não consta a orientação da dissertação de mestrado do ministro.

Em nota, a Fundação Getúlio Vargas informou que "vai apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do Ministro Carlos Alberto Decotelli. A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto".

O alerta de indícios de plágio foi feito pelo professor universitário Thomas Conti. Após ver nas redes sociais uma foto que mostrava palavras em vermelho no resumo em inglês da dissertação de Decotelli, Conti decidiu olhar o trabalho.

— Comecei a ler e achei um pouco estranho, pois as primeiras 15 páginas parecem um projeto de pesquisa, e não uma dissertação, sempre com parágrafos bem curtinhos. Seguindo o texto, tem uma hora que começam a aparecer parágrafos longos, cheios de números, mais bem organizado, o que mostra uma quebra de padrão. Comecei a pesquisar por trechos no Google para ver se esses parágrafos estavam vindo de algum lugar, e acabou aparecendo este relatório da Banrisul da CVM — explica Conti a ÉPOCA.
Fonte Dissertação de mestrado de Decotelli, novo ministro da Educação, é acusada de plágio - Época

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Questão Brasil - 09/04/2019