Se as manifestações fracassarem no domingo, a derrota será de Jair Bolsonaro

A deputada Janaina Paschoal ingressou numa corrente do PSL que considera um risco político para o presidente Jair Bolsonaro as concentrações de rua marcadas para domingo 26. Se não reunir número expressivo de correligionários, o reflexo atingira o presidente da República e seu governo como um todo. Esse alerta foi levantado por Janaina Paschoal, conforme reportagem de Carolina Freitas, Rafael de Cunto e Renan Tufrutti, edição de ontem do Valor.
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O receio desse grupo partidário está concentrado no destino das passeatas e manifestações no Rio, São Paulo e Brasília. A convocação assinala que as manifestações vão se espalhar pelo país em grande número de municípios.

DIZ OLAVO – Ao mesmo tempo, através da internet, o filósofo Olavo de Carvalho rebateu as afirmações de Janaina Pascoal. Disse o seguinte: “A deputada se faz de gostosona. Pense um pouco, Janaina. Por ter recebido muitos votos você não é líder. Não pense o contrário”.

Certamente Olavo de Carvalho tomou conhecimento das declarações de Janaina através das redes sociais. Olavo de Carvalho, digo eu, está atento a tudo que os jornais online estão publicando. Pelo que se depreende do texto que postou, ele se afirma favorável as concentrações de apoio ao presidente da República.

DIZ RODRIGO – Em matéria de Di Cunto e Renan Tufruti, na mesma edição do Valor, as declarações de Rodrigo Maia destinaram-se para apoiadores de Bolsonaro. Disse o presidente da Câmara que o Congresso representa a sociedade e não o Executivo. As opiniões do presidente da Câmara foram expostas em sessão do Conselho da Ordem doa Advogados em Brasília. Assinalou que o mundo vive transformações e muitas vezes o radicalismo se sobrepõe ao diálogo. E o Parlamento é a casa do diálogo, da democracia e da defesa das instituições.

Rodrigo Maia colocou o problema do radicalismo como forma de tumultuar as relações entre Legislativo e Executivo. O radicalismo pode terminar dificultando a aprovação da reforma da Previdência e da manutenção do Coaf no MInistério da Justiça.

DIZ OLIMPIO – Por seu turno, o líder do governo no Senado, Major Olimpio (PSL-SP) acusou os integrantes do bloco do governo de apunhalarem o presidente da República.

Portanto, o que se percebe é a existência de uma crise que se desenrola na Esplanada de Brasília. O confronto intrapartidário está ganhando corpo. Vamos aguardar o resultado das manifestações programadas para domingo.
Pedro do Coutto


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Questão Brasil - 09/04/2019