O Autogolpe E a Lógica De Bolsonaro

Como é comum desde o início de seu governo, Jair Bolsonaro faz declarações e, diante de reações contrárias, volta atrás. Foi assim com a proposta de redução de ministérios e com a criação de novos impostos. 
Estudantes seguem se mobilizando contra cortes de recursos para a Educação  - Créditos: Giorgia Prates
O vaivém agora ocorre a partir de mensagens em suas redes sociais. No dia 17 de maio, pelo whatsapp, Bolsonaro compartilhou um texto de autoria de Paulo Portinho, cujo conteúdo condiciona a série de fracassos de seu governo à influência de forças ocultas, chamadas por ele “corporações”. 
Com isso, ele quer promover a narrativa de que, se pouco ou quase nada fez em cinco meses, é porque tais forças o impediram. E sinaliza isso para que seus apoiadores condenem o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso, a imprensa, os estudantes e quem mais contrariar o governo. 
Diante de críticas, tanto o capitão como aliados do governo, que diminuem a cada dia, de novo recuaram. Porém, o recado implícito é: Bolsonaro deseja enquadrar as instituições democráticas. Os apoiadores de Bolsonaro nas redes, inclusive, falam em fechar o Congresso e enxotar juízes. 
Por isso, somente frentes unidas e a população mobilizada nas ruas pode conter essas e outras posturas autoritárias de um governo de direita, sem rumo, prejudicial aos trabalhadores e ao país.
*Editorial da Edição 124 do Brasil de Fato Paraná
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Questão Brasil - 09/04/2019