Ministros do STF e políticos minimizam atos e dizem que conjuntura segue inalterada

Tudo como dantes. Ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes da cúpula do Congresso avaliam que os atos promovidos por bolsonaristas neste domingo (26) não foram significativos a ponto de mudar a conjuntura política e deslocar o eixo de pressão do Planalto para as duas instituições que foram alvo dos protestos. A adesão foi descrita como menor do que a esperada e creditada em boa medida à figura do ministro Sergio Moro, que teria “salvado” as manifestações pró-governo.
Resultado de imagem para Foto postada por Bolsonaro é antiga, a velhinha morreu em 2018
O fato de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter se tornado um dos alvos preferenciais dos bolsonaristas nas ruas não surpreendeu aliados dele. A legenda de Maia vinha monitorando ofensas em redes sociais e identificou esforço para fazer do democrata um dos focos de crítica.

NÃO COLOU – Apesar de ter repetido neste domingo que “quem estivesse nas ruas pelo fechamento do Congresso ou STF estaria na manifestação errada”, ministros da corte dizem que Bolsonaro flerta com fórmulas ambíguas.

Na avaliação de integrantes do Supremo, mesmo que critique pautas radicais, o presidente estimula que parcela da população se volte contra o STF e o Congresso ao dizer que os protestos são um “recado aos que teimam com velhas práticas”.

Além de exaltar os atos nas redes sociais, Bolsonaro enviou mensagens pelo WhatsApp a ministros enaltecendo as manifestações. Em uma delas, abaixo de foto de uma senhora idosa, escreveu: “Vamos discutir governabilidade como adultos?”.

INTERPRETAÇÃO – Aliados do presidente interpretaram a mensagem como um pedido para que o Congresso seja “maduro” como os que foram às ruas defender a reforma da Previdência, pauta que divide bastante o eleitorado.

O ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo) tem recebido deputados de siglas de centro e centro-direita, individualmente, para tentar acalmar os ânimos do Congresso.

Nas conversas, o ministro afirma que o governo conhece suas próprias limitações e que vive momento de pressão, mas ressalta que após a aprovação da reforma da Previdência as coisas tendem a se acomodar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A foto da velhinha, postada por Bolsonaro, é antiga, de outra manifestação. Ela morreu em 2018. A família dela disse que a postagem foi uma “homenagem” de Bolsonaro… O clima com o Congresso e o Supremo está muito esquisito. E o café da manhã convocado hoje por Bolsonaro com Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre deve ter difícil digestão. (C.N.)
Daniela Lima/ Folha/Painel  TRIBUNA DA INTERNET | Ministros do STF e políticos minimizam atos e dizem que conjuntura segue inalterada

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Questão Brasil - 09/04/2019