Líder de Bolsonaro confirma presença em protesto de domingo e diz que ele será espontâneo

Líder do Governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Major Vitor Hugo disse à Sagres 730 nesta sexta-feira (24) que os manifestantes dos protestos do próximo domingo (26) não podem ser considerados "idiotas úteis", como o presidente Jair Bolsonaro classificou os manifestantes que saíram às ruas em defesa da educação, em 15 de maio. A diferença, de acordo com o deputado, é que a manifestação de domingo será "espontânea", uma "campanha de engajamento e de patriotismo".
major vitor hugo manifes
Para o Major Vitor Hugo, a manifestação convocada pelos apoiadores de Jair Bolsonaro será espontânea, porque, “não tem apoio do governo”. Já as que ocorreram em defesa da educação, afirma, foram apropriadas por grupos políticos. O deputado confirmou sua participação no evento. “Não será uma manifestação contra as instituições. Será pacífica e contundente”.

O líder afirmou que seu desentendimento com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), é página virada. Nesta terça-feira (21), Maia anunciou seu rompimento com o deputado de Goiás, depois de uma tensa reunião do Colégio de Líderes. “Vítor Hugo está excluído da minha relação porque ele compartilhou no grupo de deputados que negociar é entrar na Câmara com um saco de dinheiro”, disse ao final do encontro.

À Sagres, Victor Hugo contou que se encontrou com Rodrigo Maia, em sua residência oficial, na noite de ontem (23), acompanhado da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), e que tiveram uma boa conversa. “Houve um tensionamento na reunião do Colégio de Líderes. O tensionamento faz parte da vida política”, minimizou, “mas ajustamos os ponteiros.”

Votações

O deputado fez uma avaliação positiva das votações na Câmara nesta semana. Para ele, o governo sagrou-se vitorioso, pois aprovou todas as medidas provisórias que estavam na pauta e conseguiu manter 99% do texto original da MP 870, que fez a reforma ministerial no governo de Bolsonaro. “A imprensa não mostra, mas de seis destaques perdemos apenas dois. O placar foi de 6 a 2”. A principal derrota do governo ocorreu com a decisão da Câmara de transferir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia.

O placar foi apertado: 228 deputados votaram contra a proposta do governo e 210 favoravelmente. Com esse placar o governo perderia a votação da reforma da previdência, considerado o principal projeto do Palácio do Planalto na pauta do Congresso Nacional. Major Vitor Hugo afirma que são votações diferentes, que não podem ser comparadas. “A reforma da previdência é mais abrangente, mais profunda e muito mais impactante para o país”, justifica.
Líder de Bolsonaro confirma presença em protesto de domingo e diz que ele será espontâneo

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Questão Brasil - 09/04/2019