“Com doido, só outro doido”, diz deputado, se oferecendo para tratar com Bolsonaro

Durante sessão no Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (dia 21), o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante/BA) criticou o que chamou de “desajustes que estão acontecendo nesta nação”, referindo-se ao decreto de armas assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.
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O parlamentar sugeriu, então, uma interlocução de uma comissão da Casa ou de um deputado para conversar com o chefe do Palácio do Planalto “em busca da paz”.

DOIS DOIDOS – “E pelo perfil dele (Bolsonaro), me sinto preparado pra ir, se for necessário, porque venho da Bahia, sou conhecido como doido e, pra conversar com doido, só outro doido”, disse. A fala de Isidório foi interrompida pelas risadas dos deputados presentes na sessão.

Na ocasião, discutia-se a liberação da venda de fuzis para qualquer cidadão, liberada no primeiro decreto das armas, pois ainda não se sabia que, após muitas críticas de segmentos da sociedade, o presidente mandara publicar, nesta quarta-feira (dia 22), uma nova versão do decreto de Armas, em que mais de 20 pontos do decreto original foram modificados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Sargento Isidório é figura folclórica da política baiana desde 2005, quando se submeteu a um exame de próstata e subiu à tribuna da Assembleia para protestar contra o toque retal. “”Pensava que era de uma outra maneira. Mas, da maneira que o médico me tratou, a maneira que foi introduzido aquele dedo, foi horrível. Quase que desmaio, não aceito”, saí de lá com o olho cheio de vaga-lume”, disse o deputado, afirmando que viu estrelas.

Segundo o repórter Luiz Francisco, da Folha, mais à frente o Sargento Isidório disse que o exame feito em “pessoas menos esclarecidas” ainda é pior. “Se faz isso com um deputado, imagine com pessoas que não têm esclarecimento. Imagine com um sem-terra, com um desempregado”. Ao mesmo tempo em que falava e divertia o plenário, o Sargento Isidório ainda foi obrigado a ouvir piadas. O deputado João Bonfim (sem partido) perguntou ao Sargento Isidório se foi mesmo o dedo que o médico usou para realizar o exame. (C.N.)
Deu no Correio Braziliense


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Questão Brasil - 09/04/2019