Audiência com ministro da Educação termina em confusão na Comissão da Câmara

A sessão na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com presença do ministro da Educação, Abraham Weitraub, nesta quarta-feira (22/5), foi encerrada após confusão entre parlamentes e representantes de entidades estudantis. O conflito começou após a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), que presidia a sessão no momento, conceder o direito de fala de dois minutos aos estudantes.
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Após a fala da presidente da Mesa, alguns parlamentares se manifestaram contra o direito de fala e argumentaram que não seria justo abrir espaço aos representantes dos alunos e tirar tempo dos parlamentares. Pelo menos 15 líderes esperavam para discursar, de acordo com a presidente.

PROTESTO – Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, o deputado Éder Mauro (PSD-PA), e Professora Dayane Pimentel (PSL) foram alguns dos parlamentarem que se deslocaram até a Mesa para protestar, dando início à confusão.

Estavam presentes na sessão a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki. Após a discussão generalizada, os representantes afirmaram que, ao se dirigir à Mesa para falar com a deputada Marcivânia, os seguranças tentaram tirá-los do Plenário.

SEM ESTUDANTES – “Essa seria a primeira oportunidade e o primeiro contato do ministro com os movimentos sociais. Por que incomoda tanto os estudantes falarem na Casa do Povo?”, questionou Marianna Dias. Antes mesmo de se iniciar a confusão, o ministro da Educação foi questionado pela deputada Marcivânia e afirmou que não gostaria de ouvir os dois representantes.

“Infelizmente, eles vieram aqui impedir uma decisão da Presidência da Comissão, que era dar voz às instituições representativas dos estudantes. […] É uma postura antidemocrática, grosseira, que o povo brasileiro não merece”, lamentou Professora Marcivânia ao fim da sessão.

“VOU PROCESSÁ-LO” – Mais cedo, Weintraub tinha passado por um momento de tensão com a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), que anunciou a intenção de processar o ministro por danos morais. Como motivação, Tabata mostrou prints com convites feitos à deputada para uma reunião no MEC, distribuído pelo ministros.

“Estou entrando com um processo por danos morais por distribuir a uma comissão pública prints com o meu número pessoal e da minha equipe. […] Isso é um constrangimento. Isso não é atitude de um ministro”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na audiência, o ministro foi questionado por ter classificado a Câmara de “balbúrdia”. Mas hoje a “balbúrdia” foi para valer e o ministro saiu escoltado por um grupo de parlamentares governistas. (C.N.)
Maria Eduarda Cardim/ Correio Braziliense


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Questão Brasil - 09/04/2019