Marisa Orth explica por que Sai de Baixo acabou no auge na TV Globo: 'Estávamos sufocados'

Luciano Guaraldo no site Notícias da TV informa que, grande sucesso da Globo nas noites de domingo, o Sai de Baixo (1996-2002) acabou em sua sexta temporada. A possibilidade de uma vida mais longa, como A Grande Família (2001-2014), nunca foi cogitada pelo elenco e pela equipe. Para Marisa Orth, intérprete de Magda, o programa acabou porque todos tinham chegado ao limite. “Estávamos sufocados, nos asfixiava um pouco no fim de seis anos”, desabafou a atriz.
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“Todo mundo pergunta: ‘Ai, por que acabou?’. Mas as pessoas não param para pensar como é que faz para ter seis ou sete personagens dentro de uma sala. Porque não tinha nem um lavabo, um corredor… Vai chegando no limite”, explicou.

O Sai de Baixo, de fato, raramente saiu da sala do apartamento no Largo do Arouche. Em 1997, houve uma tentativa de fazer cenas na cozinha do lar, mas o cenário foi pouco utilizado. No início da quinta temporada, a casa foi trocada pela cafeteria Arouche’s Place –o fracasso foi tão grande que um dos oito episódios gravados no cenário acabou engavetado e a família voltou rapidamente para sua sala.

Sem a possibilidade de criar histórias que explorassem novos cenários, os roteiristas do Sai de Baixo tinham de tirar humor dos próprios personagens. Assim, as principais características de cada um eram levadas ao extremo.

“A Magda começou tola, terminou bebendo água da privada. O Caco [Miguel Falabella] dava pequenos golpes, terminou um serial killer. O tio Vavá [Luis Gustavo] virou um imbecil, não tinha mais para onde ir”, falou Marisa.

Agora, 17 anos depois do fim da atração original, os personagens estão de volta pela segunda vez –em 2013, Globo e Viva se uniram para a produção de quatro episódios especiais, como celebração do terceiro aniversário do canal pago. Sai de Baixo – O Filme chega aos cinemas na próxima quinta (21) e coloca Caco, Magda e companhia em uma viagem de ônibus repleta de trapalhadas.

Sair do apartamento no Arouche foi a maneira encontrada por Miguel Falabella, que assina o roteiro do longa, de criar novas confusões para os personagens. “O filme explode isso [a limitação de contar uma história na sala]. Quando explode o cenário, a gente renova as piadas, as situações”, filosofa Marisa.

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Questão Brasil - 09/04/2019