Bebianno foi abatido com um tiro na nuca

Bebianno foi abatido com um tiro na nunca – exatamente o que ele disse que Bolsonaro não deveria fazer com ele. Ou com uma facada pelas costas. O último encontro entre o ainda ministro e o presidente foi ríspido. Dedo de um apontado contra o outro e vice-versa. O diálogo seria, certamente proibido para menores.

Do que se sabe, Bolsonaro lhe ofereceu a direção de uma estatal como prêmio de consolação, o que ele recusou. Presidente de estatal não tem foro privilegiado, que é do que ele mais precisa agora, às vésperas da investigação sobre a farra do PSL com o fundo partidário.

Tudo indica que Bebianno está profundamente ressentido com Bolsonaro. A poeira da crise não baixou com a decisão. Ao contrário. A bancada do PSL deve estar de cabelo em pé, preocupada com os segredos que Bebianno poderá fazer para não ir sozinho para a fogueira.

Bolsonaro fez uma concessão aos militares: livrou-se, ao menos, temporariamente do filho pit-bull, a quem mandou assumir a cadeira de vereador no Rio. Mesmo fora do governo e sobretudo por isso, Bebianno deverá ser convocado para se explicar na Câmara dos Deputados.

É possível a instalação de uma CPI dos Laranjas ou do Fundo Partidário. A reforma da Previdência subiu no telhado.

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Questão Brasil - 09/04/2019