Esquema do filho de Bolsonaro era igual à exploração dos médicos cubanos

Se o que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apurou, documentalmente, e O Globo desta quarta-feira noticia, ou seja, que no mesmo dia que os funcionários do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro recebiam do Estado do Rio (Alerj) seus salários, parte da remuneração de cada um deles era transferida/entregue ou depositada na conta de Fabrício Queiroz, o amigão de Jair Bolsonaro, a prática — que não se pode admitir espontânea, mas forçada — tem tudo a ver com a contratação dos médicos cubanos que o pai, Jair, repudiou e anunciou seu rompimento, o que forçou o governo de Cuba a chamar de volta os mais de 8 mil médicos cubanos que foram enviados ao Brasil.
As semelhanças: os funcionários do gabinete do filho-deputado Flávio Bolsonaro recebiam do Estado, através da Alerj, seus salários e entregavam parte do que recebiam do Estado a Queiroz, e ficavam com o pouco que restava. Já o governo cubano recebia do Brasil cerca de 11, 12 mil reais por cada médico, mas Cuba ficava com 8, 9 mil reais e o que sobrava era do médico.
SEMELHANÇA – Não é a mesma prática? Não foi por esta prática constrangedora e humilhante para o trabalhador (no caso de Cuba, os médicos e no caso do gabinete de Flávio, os servidores) que o pai, Jair Bolsonaro, bradou que o Brasil estava abastecendo Cuba de dinheiro e pagando uns trocados aos médicos que aqui vieram? Parece que sim.
Na versão bolsonariana, o Estado do Rio estava abastecendo Flávio com o dinheiro público e este pagando uns trocados aos funcionários e ficando com a maior parte, entregue a Queiroz, que pertencia a cada um, como se fossem assessores à la cubana!
Por Jorge Béja/ Tribuna da Internet

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