Propinas para plataformas da Petrobras chegaram a até 10%, revela a SBM

A cada revelação a impressão que se tem é que a corrupção na Estatal é infinito, os números astronômicos beiram o absurdo.

 Apesar da Justiça já ter iniciado os processos contra os acusados, imaginamos que muito mais revelações vão acontecer e outras denúncias precisarão ser feitas, outros inquéritos abertos e as condenações podem ser bem maiores do que poderíamos supor.

A SBM confessou ter distribuído US$ 102,2 milhões em subornos a dirigentes da Petrobras, no período de 2005 e 2011.

Em troca, obteve 13 contratos de fornecimento de sistemas e serviços — os mais relevantes no conjunto de US$ 26,7 bilhões em negócios realizados com a estatal durante os últimos cinco anos da administração Lula e no primeiro ano do governo Dilma.

Dias atrás, um diretor da empresa holandesa apresentou um resumo do caso em Brasília, na Controladoria Geral da União (CGU).

Os pagamentos ilegais oscilavam, em geral, entre 3% e 5%, mas houve casos em que alcançaram 10% do valor total do contrato, como ocorreu, por exemplo, no contrato do projeto e suprimento do sistema de ancoragem (turret) da plataforma P-53 para a Bacia de Campos.


Propinas para plataformas da Petrobras chegaram a até 10% - Jornal O Globo

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Questão Brasil - 09/04/2019