Dilma Rousseff deixa Lula de lado ao montar equipe e enfrenta resistência e revolta petista

A criatura está soltando as amarras e buscando seu próprio caminho, o criador, claro, parece estar muito contrariado com os acontecimentos e as atitudes da Presidente vem causando estranheza dentro do ParTido dos Trabalhadores.

As constantes denúncias de corrupção que quase sempre tem petistas como protagonistas, levou Dilma a se afastar da legenda, que até onde se sabe é a legenda que detém o poder e não a pessoa física da Dilma, renegar Lula parece uma decisão absurda para os militantes, mas para bom entendedor um pingo é letra e a Presidente deixa claro que não concorda com o fato do ex-presidente nunca saber de nada que acontece a sua volta.

Não é que depois de quatro anos, Dilma tenha percebido que não há condições de governar obedecendo ao assédio partidário em detrimento das necessidades do país, não é nada disso.

A Presidente apenas esta passando a mensagem que a lama da corrupção que vai subindo a cada dia, não pode ser ignorada e o fato de o Brasil ver sempre nomes do PT envolvidos, levou a mandatária a colocar o partido em segundo plano para tirar seu próprio nome do foco das denúncias de corrupção.

Lula nunca vai saber de nada e Dilma pode não ter a mesma sorte, então ela já esta se precavendo para que não haja uma derrocada pós assumir um novo mandato.

Dilma Rousseff tem dado pouco espaço para os pitacos do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao escolher os ministros que vão acompanhá-la no segundo mandato, a partir de quinta-feira. Nesta sexta-feira, 26, esperava-se que o governo confirmasse mais nomes do PT que vão compor a equipe ministerial, mas o anúncio foi adiado para a próxima semana.

Dilma consultou o ex-presidente em novembro, e depois não pediu mais opiniões. Na época, Lula foi parcialmente atendido. Emplacou Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento, mas teve de engolir a escolha de Joaquim Levy para comandar a Fazenda.

O resultado é a redução do número de ministros ligados a Lula no segundo mandato, Miriam Belchior, Gilberto Carvalho e Celso Amorim estão de saída; enquanto outros nomes tidos como petistas da tendência de Lula só vão integrar o Governo em pastas secundárias e sem muito peso político.
Dilma deixa Lula de lado ao montar equipe e enfrenta resistência petista - Política - Estadão



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Questão Brasil - 09/04/2019