Copa de 2014. Há eu acredito!

Copa de 2014 é ainda um sonho possível

A expectativa de Goiás participar diretamente, como uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014 é palpável e pode renascer.
Isso foi ressaltado pelo novo presidente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (Agel), José Roberto de Athayde Filho em entrevista a Rádio 730 na quarta-feira (12), e afiançou que o Governador Marconi Perillo vai se empenhar pessoalmente e sem medir esforços para pôr o Estado no circuito oficial do mundial no Brasil.

Olhando o lado prático, a quem duvide que isso vá acontecer por “N” motivos, mas analisando friamente a situação, conseguimos enxergar nela varias vertentes que pode inserir não só a capital no evento, mas também movimentar e divulgar várias cidades Goianas.
A empolgação da disputa por uma vaga entre as sedes passou. E não que os políticos e governantes de Manaus ou Natal não entendam a importância, os benefícios, visibilidade e dividendos que um evento desta magnitude pode trazer para a população e a parcimônia do estado.
Eles entendem muito bem disso e apesar de todos se mostrarem empenhados, os prazos vão se findando, obras não avançam e tanto CBF, quanto a FIFA já demonstram algum descontentamento com o desenrolar dos fatos.
O ex Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não esconde de ninguém que é um apaixonado por futebol e como ele mesmo gosta de dizer “Nunca antes na história deste País” estivemos tão no centro do Mundo. Lula hipotecou o apoio do Governo Federal a CBF e garantiu esforços da União para que obras de infraestrutura fossem realizadas em tempo hábil para que o Brasil não faça feio no maior evento esportivo do Planeta.
O “problema” reside na Lei de Responsabilidade Fiscal que limitou o grau de investimentos nesse tipo de obra que é para todos.
Antigamente um Governador anunciava que iria construir um Serra Dourada e ia lá e fazia.
Não interessava de onde vinha o dinheiro e quantos anos para frente o estado ficaria endividado.
Hoje não funciona assim, é preciso que as contas fechem ao final de cada mandato e ninguém se arrisca em colocar o seu currículo político numa empreitada desta.

"Nós pegamos uma batata quente. Existia um ofício da FIFA para o estado de Goiás, onde determinava um prazo até o dia 10 de janeiro para apresentarmos todo um projeto para sermos sub-sede da Copa, um centro de treinamento das seleções. Quando tomamos conhecimento do ofício já era cinco de janeiro".
Revelou José Roberto de Athayde Filho na entrevista a 730.
Se essa informação procede, os antecessores de Marconi Perillo deveriam ser considerados Persona non grata por aqui.



Ora, se a CBF já tinha encaminhado oficio deixando claro que a capital de Goiás pode figurar no circuito das cidades que vão receber pelo menos uma seleção da Copa do Mundo de 2014, então fechou.
Os antigos dirigentes da AGEL e o ex Governador Alcides, cometeram um atentado contra o povo de Goiás ao não divulgar o documento e pior, não tomar as devidas providências para que Goiás pudesse apresentar dentro do prazo um projeto arrojado e consistente que leve a FIFA e a CBF a promover a substituição de alguma capital que não esteja cumprindo o cronograma estabelecido.
São Paulo é outra sede que está vendo o bonde passar e ao que observamos a distância não tem feito muito para mudar o quadro.
O Corinthians entrou na parada e praticamente tirou as chances do Morumbi figurar no circuito da Copa, mas o projeto do estádio do Timão não decola e continua no papel até hoje.
Se o Morumbi ficar de fora, não acredito que haja tempo e dinheiro para erguer o estádio de Itaquera dos Corintianos.
Segundo José Roberto, o governador Marconi Perillo já entrou em contato com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pedindo um prorroga mento do prazo para que Goiás reapresente o seu projeto.
José Roberto disse ainda que um grupo de força tarefa fosse montado para a elaboração de um projeto para apresentar Goiânia como uma sub sede. A elaboração já esta sendo feita e esta a cargo da AGETUR
"É determinação do governador. A coordenação vai ficar com a Agetur, mas todas as secretarias estarão envolvidas", completou José Roberto.
Obras e reformas
Ainda segundo o novo presidente da Agel, a entidade, em parceria com a Federação Goiana de Futebol e o governo do Estado, já trabalham com a hipótese de Goiânia ser uma opção para sediar jogos da Copa. Essa seria uma possibilidade caso uma das 12 sedes já escolhidas seja descartada.
Até ai tudo bem.
Mas tem um senão ai...
Vamos mandar um projeto e ficar esperando para saber se faremos ou não obras essenciais na cidade?
Vai que amanhã ou depois, chegue à conclusão que Manaus, Natal ou São Paulo não vão conseguir cumprir os prazos, ai Goiás faria mágica ao construir e reformar de um tudo em menos de dois anos.
Olhando por este ângulo não vejo grandes possibilidades para Goiás entrar nessa não.
O Presidente da AGEL disse que Goiânia está de stand by e é a primeira opção da CBF no caso de substituir alguma sede. A válvula de escape da FIFA e o plano “B” da nação se algo der errado.
Queremos dizer ao Governador Marconi Perillo que acreditamos piamente nisso.
A Infraestrutura de Goiânia é péssima em todos os sentidos e será preciso mais do que vontade política para resolver tantos problemas em tão pouco tempo.
Mas de todo modo, confiamos no desempenho do Governador Marconi Perillo e fazemos aqui uma sugestão que é a de interagir com os Prefeitos de cidades goianas que podem ser beneficiadas diretamente com a vida do evento na capital.
Na capital de Goiás não existe Aeroporto. (Problema de solução complexa que depende muito mais do Governo Federal, do que do Estadual)
Em Goiânia é muito difícil a locomoção, haja vista que temos um péssimo sistema de transporte na capital, que saturado já não consegue atender nem a população nativa.
No estado há muitas obras e logradouros em estado de abandono total. Para a Copa tudo isso precisa funcionar para atender os milhões de turistas que certamente vão aportar por aqui.

Tem muito a ser feito, e para que vire realidade Marconi Perillo e Paulo Garcia devem realizar nos próximos 2 anos, obras que poderiam levar 20 anos para serem concluídas.
Resumindo.
Há eu acredito!

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Questão Brasil - 09/04/2019